Geolocalização: como o mercado pode aproveitar o melhor dessa tecnologia?

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O celular diz muito sobre os hábitos dos consumidores, mas será que as marcas estão aproveitando essa oportunidade como deveriam? Em artigo escrito originalmente para o IAB Brasil, Michelle Fernandes, presidente do Comitê de de Geolocalização da entidade, discorre sobre as diversas possibilidades de se explorar a informação sobre o geolocal para acrescentar relevância às mensagens.

Começamos o ano com tudo! E na nossa primeira reunião do comitê de Geolocalização do IAB tivemos amplas discussões sobre o nível de maturidade do mercado brasileiro em entender e ativar estratégias pautadas com eolocalização, assim como pensar em como poderíamos ajudar a disseminar o conceito.

Dentre tantos assuntos, entendemos que o principal desafio é, além de ter claro o conceito, entender o potencial e, como consequência, o porque devemos utilizá-las.

Primeira coisa é que Geolocal explora todo o potencial do Mobile e precisamos parar de pensar em Mobile somente como um canal de mídia e passar a vê-lo como uma fonte riquíssima de informações sobre o seu usuário. O celular está conosco em todos os nossos momentos e diz muito sobre os nossos hábitos e consequente sobre a nossa personalidade.

Então vamos começar com um número base para quantificar o tamanho disso:

Michelle Fernandes, presidente do Comitê de Geolocalização do IAB Brasil

O crescimento da base de pessoas conectadas (mobile), de acordo com a eMarketer, vai continuar crescendo agressivamente (teremos 236 milhões de smartphones nas mãos dos brasileiros em 2019). As pessoas já passam mais tempo conectadas pelo celular do que pelo desktop e é exatamente por isso que, também de acordo com a eMarketer, o investimento em Mobile vai chegar em 78% (do total de investimento em digital) até 2021 no Brasil.

Não há dúvidas que o futuro é mobile! E para ajudar a organizar os pensamentos separamos alguns temas que devemos saber sobre geolocalização antes de pensar em ativação geolocalizada:

– planejamento, objetivos e KPIs: isso já é assunto batido! Mas vale reforçar, não vamos chegar a lugar nenhum sem termos um objetivo claro e vinculado diretamente com uma KPI mensurável e coerente. Então nosso primeiro passo é ter claro o que queremos e saber como iremos mensurar;

– qualidade da base de dados: precisamos confiar na base de dados então é importante investigar o como essa base é montada. Temos um workshop feito em parceria pelo IAB & Waze que aborda a diferença entre as tecnologias de coleta de informação geolocal, assim como o grau de precisão de cada uma. Se isso não estiver claro para você, indico que assista ao webinar;

– upgrade no mindset sobre geolocalização: não se limite a pensar em segmentação regional (mostrar mídia para quem mora em SP), pense em comportamento, rotina, em hábito e em como aprender com o seu usuário:

Eles frequentam academia? Com que frequência e em qual supermercado eles fazem compras? Eles frequentam shoppings ou lojas de rua? Eles frequentam balada, bar ou curtem um sofá no sábado à noite? A nossa rotina diz muito sobre quem somos.

Assim temos o momento certo: com todos esses dados em mãos, você precisa entender se é melhor falar com esse usuário quando ele estiver em um determinado local ou ao saber que ele tem esse hábito, fazer ativação da campanha quando ele estiver em casa. Aqui não existe certo ou errado, precisa entender o objetivo da campanha e a particularidade do produto ou serviço.

Tenho tudo isso de informação, e já tendo decidido quando e onde faremos a ativação o próximo passo, e no meu ponto de vista um dos mais importantes: definição da mensagem. Ter toda essa inteligência para falar com o usuário com aquele banner genérico não faz sentido.

Explore a informação sobre geolocal para acrescentar relevância nas suas mensagens. Vamos focar em ter a pessoa certa, no momento certo e com a mensagem certa.

Iremos trabalhar em diversos materiais ao longo do ano para ajudar a disseminar esse assunto pelo nosso mercado. E você, o que acha sobre o assunto? Sinta-se convidado a participar do nosso comitê de Geolocalização do IAB e a nos ajudar a melhorar a qualidade das nossas campanhas.