Três tendências em programática que revolucionarão o e-commerce em 2018

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A tecnologia programática segue como um pilar fundamental para o comércio eletrônico, garantindo cada vez mais efetividade não só na negociação de mídia online, como também na maneira como as marcas se comunicam com seus consumidores. O uso de dados para compor estratégias omnichannel, deep learning na compra programática e a preocupação com uma publicidade não intrusiva estão entre as tendências listadas por Rodrigo Lobato, diretor de desenvolvimento de negócios para a América Latina na RTB House, em artigo exclusivo para o ExchangeWire Brasil.

Ao longo de 2018, teremos novas evoluções significativas nesse campo, assim como tivemos em 2017, e a antecipação desses caminhos é a chave para ter mais competitividade em um mercado tão acirrado. Abaixo listo as três áreas onde a mídia programática vem evoluindo com mais intensidade, e como o seu negócio pode evoluir junto com ela:

Omnichannel que se faz com dados

Os varejistas estão cada vez mais transformados digitalmente, oferecendo serviços altamente conectados e personalizados aos seus consumidores. A gigante do comércio eletrônico, Amazon, por exemplo, comprou recentemente toda uma cadeia de mercearias e abriu lojas pop-up em todo o mundo.

Rodrigo Lobato, diretor de desenvolvimento de negócios para a América Latina na RTB House

Mas isso não significa que estamos enfrentando um renascimento do off-line. Pelo contrário! Essas lojas usam as mesmas técnicas de personalização, machine learning e coleta de dados de um e-commerce. Isso porque os consumidores hoje esperam uma experiência de compras mais profunda, então descontos simples e estratégias típicas de vendas já não são suficientes.

Para atender às expectativas do consumidor de hoje, é fundamental analisar o seu histórico de pesquisa e entender suas necessidades. O próximo passo é encontrá-lo e atendê-lo em qualquer plataforma, em qualquer horário, com mensagens altamente personalizadas.

Máquinas que aprendem sozinhas

A Inteligência Artificial tornou-se a chave para cruzar e analisar grandes quantidades de dados relevantes, o que impacta muito positivamente a indústria do e-commerce, sobretudo no que diz respeito à compra de mídia programática.

A aprendizagem automática “tradicional” já está sendo superada por variantes mais inteligentes, como o deep learning – que imita o trabalho do cérebro humano, processando dados e criando padrões de tomada de decisão como um ser humano faria. A tecnologia já se aplica amplamente em muitas indústrias e setores digitais como a saúde ou a automação automotiva, mas o varejo vê benefícios particulares nos processos de compra de mídia digital.

Algoritmos de autoaprendizagem podem comprar anúncios de forma inteligente em um sistema online de licitação, processando bilhões de camadas de dados para tomar uma decisão precisa em segundos. Eles também obtêm informações sobre os canais de anúncios, e como são inerentemente otimizadores de custos, geram economia ao evitar desperdícios.

Novas fronteiras para a publicidade

Publishers, anunciantes e usuários do mundo todo estão experimentando o impacto de novas soluções, novos regulamentos e novos processos em seus cotidianos. Neste mês, por exemplo, o bloqueio de anúncios nativos foi ativado no navegador Chrome. O Google, como membro da “Coalizão por Melhores Anúncios”, começou a bloquear anúncios irritantes e intrusivos, seguindo critérios muito rigorosos.

Embora a decisão seja sábia e o projeto assegure canais de anúncios de qualidade superior para o anunciante, o setor de displays precisará se adaptar. As empresas de anúncios terão de ser seletivas e cuidadosas ao apresentar ofertas – mesmo uma pequena falta de conformidade resultará no bloqueio do anúncio.

Outra melhoria importante é o Ads.txt – também conhecido como “Vendedores Digitais Autorizados”, um projeto que visa aumentar a transparência no ecossistema publicitário programático. Ele já é usado pelos principais sites em todo o mundo e, em breve, poderá ser uma ferramenta padrão que permitirá aos editores declararem as empresas autorizadas a venderem seu inventário digital, e garantindo aos usuários a certeza de que estão vendo anúncios de fontes seguras e confiáveis.