Melt DSP fecha duas parcerias; E-commerce no Brasil tem perfil definido

No giro de notícias da semana, temos a parceria da Melt com duas empresas, colocando a DSP na direção do cross channel; além de uma pesquisa que mapeia o perfil do consumidor de e-commerce no Brasil

Melt DSP fecha parcerias com Ibope Nielsen e RBS

A Melt DSP e o Ibope Nielsen anunciaram uma parceria para monitoramento de campanhas de mídia programática. As empresas passam a oferecer em conjunto o Digital Ad Ratings, que dá a seus clientes a possibilidade de comparar dados online e offline em tempo real, gerando relatórios com alcance, frequência, impressões e dados demográficos.

Ainda na carteira de parceiros da Melt, o grupo RBS se une com o Hagah, um provedor de buscas de serviços e pequenos prestadores locais. O portal funciona desde 2006 e hoje possui 6 milhões de usuários únicos mensais — com expectativa de chegar a 10 milhões até o fim do ano.

Com a parceria, a Melt vai ter acesso a um cluster específico de consumidores que usam a internet para ter acesso a serviços convencionais, fora da rede. Assim, esse é mais um caminho para a DSP reforçar o cross-channel em seu portfólio.

Perfil do consumidor de e-commerce no País

Uma recente pesquisa do TVxtender, baseada em dados de 94 milhões de pessoas mapeados em diferentes fontes de dados de ecommerce no Brasil, traça o perfil do comprador online. Majoritariamente, ele é homem — 59% do total — entre 33 e 42 anos, apesar de que jovens (abaixo de 25 anos) têm uma ‘alta influência’ na decisão de compra em seus domicílios.

Além disso, a classe média alta, a classe B, é responsável por 39% das transações. A classe média, a chamada classe C, responde poe 28%.

Geograficamente, é clara uma maior conectividade no Sudeste, concentrando quase metade (47%) das transações, seguida pelo Sul e Nordeste, com 15% ambos.

A pesquisa criou perfis para os webshoppers, dos quais dois são destacados: o primeiro, mouse potatoes, são aqueles que entendem o ambiente online e usam a rede para ler noticias, acessar redes sociais e, mais importante, pesquisar preços e produtos antes de decidir pela compra. Já o segundo, em contraste, são os fast forwards, aqueles que ate leem conteúdos online, mas não passam tanto tempo conectados. Ambos representam 22% e 15% dos consumidores online, respectivamente.

Sobre plataformas, apesar do crescimento do mobile, o desktop ainda é predominante: apenas 10% das compras são feitas por smartphones e tablets.