Além do display: promessas de mídia programática para mídia social e vídeo

A compra de mídia programática de display está se tornando um requisito importante de muitas campanhas, dados de pesquisas como IDC e eMarketer só evidenciam o potencial da tecnologia. E como toda tendência, é interessante ver como embora ainda esteja em estágio de consolidação, já vão surgindo campos de evolução além de sua raiz principal. No caso de mídia programática, é possível delinear essas áreas: social, mobile, vídeo e integrações com anúncios de TV e rádio.

Um exemplo é a relação forte se formando entre anúncios no Facebook e na televisão. Um programa piloto realizado no fim do ano passado com a integração da solução SyncNow, da Civolution, com a plataforma de RTB da Optimal atestou que os anúncios no feed de notícias do Facebook criados pelo Facebook Exchange (FBX) segundos após uma campanha ir ao ar na TV tiveram 60% de aumento das taxas de cliques dos clientes, em comparação com aqueles na timeline enviados também via FBX, mas sem as campanhas na televisão.

Na sociedade de hoje, altamente tecnológica e conectada, a atenção do público é dividida entre TVs e dispositivos como tablets, laptops e smartphones – o que, para muitos profissionais do mercado, é a chance da mídia programática atuar como meio de anúncio digital inteligente e estratégico para melhorar a performance de campanhas e também criar o tão desejado “awareness” de marca.

Além do social, podemos enumerar outras oportunidades em vídeo, especialmente em mercados digitais mais maduros como o europeu e o norte-americano. De acordo com um estudo feito pela PwC em parceria com o IAB no Reino Unido, o gasto com marketing em vídeo chegou a US$ 555 milhões em 2013 na região, aumento de 63% em relação ao ano anterior. As bases de dados de vídeo permitem uma vasta gama de conteúdos que podem ser comprados via mídia programática. Ainda só no Reino Unido, o mesmo relatório estimou que anúncios nesse meio podem atingir 46% dos usuários da web.

Além disso, na contramão de banners e displays tradicionais, os vídeos podem se tornar virais e captar audiência quando são realizados com forte apelo de conteúdo, seja por storytelling ou algo que crie impacto no consumidor. Isso, contudo, não é fácil. É preciso que o anúncio seja exibido para o usuário correto, propenso a ser impactado. E por isso que a mídia programática, mais assertiva quanto à audiência devido sua base em dados e perfil de cada usuário único, pode desempenhar um papel diferencial e crucial para esse resultado.