Uso dados na publicidade digital caminha para a maturidade

Nunca se falou tanto de dados e do potencial oferecidos por eles para gerar ações imediatas para as marcas. As estratégias de marketing baseadas em dados figuram entre as principais tendências para 2018, mas é fato que sua consolidação passa por uma maturidade tanto do ponto de vista da capacitação profissional, tanto da clareza sobre o resultado que se busca alcançar.

Os dados são a grande mina de ouro da publicidade digital, ao mesmo tempo, ainda, um enorme o desafio para os marketers e anunciantes, como a integração online e offline. Para comentar o que podemos esperar sobre o desenvolvimento dessas estratégias ao longo do ano, o ExchangeWire Brasil traz a visão de executivos indústria: Fábio Sayeg, CEO da Zoly; Rodrigo Tigre, sócio-diretor da RedMas; Cristiano Nobrega, CEO da Tail; Riza Soares, diretora geral da smartclip Brasil.

Capacitação em primeiro lugar

“O ano de 2017 foi importante, já que com a crise as empresas ficam mais focadas em ‘fazer mais com menos’, na escassez de recursos. Foi clara a movimentação dos times de mídia, departamentos de marketing e de novos CMOs em cima de um diagnóstico mais evidente de que a maioria das agências está com falta de pessoas capacitadas para analisar e interpretar números, gerando maior dificuldade em transformar dados e informações em resultados ou insights que possam trazer benefícios criativos ou de performance para empresas. Essa realidade só começa a mudar após eles se darem conta de que precisam não somente de gente capacitada criativamente, mas também com visão de raciocínio-analítico para entender tudo o que estão fazendo, seus resultados e demandas. E esse talvez seja o principal divisor de águas do mercado.” – Fábio Sayeg, CEO da Zoly 

Cautela ao decidir como trabalhar os dados

“Os dados são, sem dúvida, a grande mina de ouro para a publicidade digital, mas temos que tomar cuidado na forma como trabalharemos isso. Colocar dezenas de camadas de dados para uma campanha e não conseguir o volume de entrega expressivo, no final, você não terá resultado.

Os clientes também estão aprendendo o que fazer com dados próprios e como eles podem ajudar nas vendas, mas ainda existe muita indefinição, tentativas e alguns erros. Vejo algumas boas iniciativas como a do Pão de Açúcar, por exemplo, que criou um app que você ativa ofertas com base no seu histórico de compras. Os dados, nesse caso, são muito mais para a fidelização do cliente do que para aquisição do cliente e talvez não seja tão interessante serem usados para publicidade.” – Rodrigo Tigre, sócio-diretor da RedMas.

Abordagem omnichannel

Nesse mercado notadamente mais maduro, algumas soluções de dados já se tornaram elemento permanente nos investimentos em marketing. Ativação de dados CRM, por exemplo, já é amplamente utilizada, e comportamento geo-localizado, e capacidade de identificação e impacto cross-device são soluções da Tail cuja procura vem se apresentando cada vez maior, e serão mandatórias em 2018 para uma estratégia de marketing efetiva. E isso contribui de maneira definitiva para viabilizar uma abordagem omnichannel perseguida principalmente pelos principais líderes do varejo.” – Cristiano Nobrega, CEO da Tail

Estratégia imprescindível 

“As iniciativas relacionadas aos dados estarão cada vez mais maduras este ano. O uso de dados será mais importante para a nossa economia do que foi o petróleo um dia. É e será um recurso imprescindível na estratégia de negócios de qualquer empresa, seja ela privada ou pública ou de outra natureza. – Riza Soares, diretora geral da smartclip Brasil

 

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