Para 2018, DynAdmic aposta em Eleições e Copa do Mundo

Um ano difícil para a economia em geral, mas de muitas conquistas para a ad tech francesa especializada em vídeo. Em entrevista ao ExchangeWire Brasil, Marcio Figueira, country manager da DynAdmic Brasil, celebra o crescimento da companhia acima de dois dígitos em comparação ao ano passado e o ótimo desempenho em métricas de vídeo no mercado brasileiro.

“Estamos terminando o ano com um crescimento acima de dois dígitos em comparação ao ano passado, o que é muito bom para o cenário atual e o programático continua aumentando a sua relevância no contexto geral”, comenta Marcio Figueira, country manager da DynAdmic Brasil.

Para 2018, o clima é de otimismo para a ad tech, com dois grandes momentos para os negócios: Copa do Mundo e Eleições. Além disso, o executivo ressalta que este é um momento em que o mercado, como um todo, busca por maior transparência, em particular no contexto brand safety, com anunciantes mais preocupados com onde suas marca são veiculadas.  

Além do crescimento, a Dynadmic comemora também a alta performance em termos de campanhas de vídeo mobile. Um recente diagnóstico da Moat revela que a companhia superou em 216% a média brasileira em visualização completa no segundo trimestre do ano, em comparação aos três primeiros meses. A ad tech ultrapassou todas as outras medições do mercado, e em particular, com mais de 15% em viewability e 14% em in-view played rate.

“Esse resultado, deve-se principalmente em como e onde a DynAdmic entrega as campanhas. Temos uma tecnologia exclusiva de análise do áudio do vídeo de conteúdo, com isso entendemos o interesse do usuário em tempo real, ou seja, no momento de interesse do mesmo”, pontua o country manager, salientando o impacto disso na relevância do anúncio entregue.

Outro fator responsável pelas alta performance, segundo ele, é a tecnologia de verificação brand safety e antifraude desenvolvida pela DynAdmic, capaz de analisar o tipo de inventário onde aparecem os anúncios, além de combinar as análises com empresas de verificação e auditoria, como a Moat.

“Tudo isso ajuda a garantir uma compra de qualidade. Chegamos a esse número, em particular, porque hoje em dia no mobile nem todos players têm tecnologia para analisar o inventário vídeo mobile de maneira aprofundada”, destaca Figueira.

Vídeo: cenário e tendências

Enquanto todas tendências apontam para a ascensão do formato de vídeo no mobile,  a complexidade do marketing digital, principalmente quando se fala em vídeo programático, ainda é grande. Diante disso, Márcio Figueira lembra que os publishers têm como saída as possibilidades de parceria com SSP’s do mercado, mas pondera: está na mão do veículo saber qual o inventário de vídeo será monetizado e como. Isso porque ninguém entende melhor do que ninguém a sua própria audiência. Ele também acredita que os veículos devem se desviar da ideia de criar um inventário em busca apenas da receita, sem pensar muito no usuário.

Os desafios também afetam os anunciantes, que ainda não entenderam as possibilidades do vídeo programático e sentem com a falta de informação. Por isso, o executivo defende a educação do mercado como uma obrigação para toda a cadeia, realçando iniciativas como o DynAdmic Academy, lançado em outubro, com propósito de promover diversos eventos nesse sentido ao longo do próximo ano.

Para Figueira, o cross-plataform vai guiar as tendências em 2018, com formatos que tendem a se adequar a todos os devices. “A sincronização do on-line com o off-line tem se mostrado bastante eficaz em todas as campanhas que se utilizam dessa tecnologia”. 

Também veremos um aumento na utilização de formatos interativos, além da utilização do tradicional pre-roll, com o objetivo de criar um link entre campanhas de branding e performance. Para tanto, a DynAdmic concentra investimentos em novos formatos e produtos, focando em criar um link entre um anúncio de branding em vídeo e o drive to store, onde os anunciantes podem efetivamente seguir o percurso do usuário e trazê-lo para vendas.

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