Indústria debate os rumos do programático em evento do IAB Brasil

Nos últimos anos, profissionais de marketing e publicidade digital foram desafiados por um novo mundo trazido com a evolução da tecnologia e das ferramentas de automatização de mídia, que permitem hoje fazer uma comunicação cada vez mais personalizada e relevante para o usuário programaticamente. E para discutir essa nova realidade, o evento Ad Tech & Data 2016, realizado pelo IAB Brasil, reuniu nessa terça-feira (30), em São Paulo diversos representantes de adtechs, agências, publishers e marcas.

Em sua terceira edição, o encontro é resultado de insights do comitê de Adtech & Data da entidade, presidido por Emmanuel Martins do Google, e contou esse ano com a participação de mais de 700 pessoas, o que segundo André Izay, presidente do IAB Brasil e diretor-geral do Yahoo no Brasil, apenas comprova a atual relevância do programático no setor de mídia.

“A tecnologia trouxe produtividade, assertividade, otimização e mensurabilidade e hoje conseguimos fazer isso em escala. Mas uma parte interessante que fica negligenciada é o debate sobre como a tecnologia e as plataformas podem auxiliar no processo criativo de novos formatos e novas formas de comunicar, que é uma oportunidade crescente”, ressaltou André Izay, enfatizando o foco do evento em trazer também debates sobre o aperfeiçoamento dos processos criativos com apoio de ferramentas.

Nos últimos anos, o IAB Brasil cresceu significativamente e hoje soma mais de 45 empresas associadas. Esse avanço também foi ressaltado por Cris Camargo, diretora executiva do IAB Brasil, ao citar a criação de uma área dedicada a pesquisas e conteúdos voltados para o universo digital e programático.

Com os olhos voltados para as transformações da publicidade digital, o evento abordou desde os novos modelos de compra e venda de mídia ao surgimento de novas tendências em formatos de publicidade, como vídeos 360 graus, realidade virtual e geolocalização. E como resumiu Joanna O´Connell, chief marketing officer da MediaMath nos Estados Unidos, estamos falando de um passado recente que se transformou rapidamente cinco grandes áreas: o funcionamento da mídia, da audiência, a inteligência nos processos, a forma como as pessoas do setor trabalham e as plataformas.

“O mais importante sobre o programático é entendê-lo como a automação de processos que permitem tomar decisões melhores sobre cada impressão, tanto do lado de quem vende, quanto de quem compra mídia. No final, trata-se de como conectar melhor com o consumidor”, afirmou. Ao retomar todas as etapas evolutivas dessa indústria, a executiva destacou a oportunidade vivenciada hoje pelo mercado brasileiro, cujos investimentos em mídia programática devem crescer até 30% até 2017, segundo estimativa da MediaMath.

“O programático veio para ficar e quando pensamos de forma mais ampla, não faz sentido não usarmos os dados como combustível para o marketing. Não estamos falando simplesmente de comprar inventário, e sim de uma mudança profunda no marketing”, acrescentou. Segundo ela, o caminho passa por apostar em tentativas e pequenas experiências com essas novas plataformas, até que os projetos comecem a mostrar resultados. “Tudo que estamos falando aqui é de um investimento na saúde futura do seu cliente, por isso não tenham medo de começar”.