IVC indica que 15% das páginas brasileiras têm anúncio bloqueado; Predicta fecha acordo com Google

No giro de notícias da semana: diagnóstico do Instituto Verificador de Comunicação (IVC) analisa impactos de ad-blockers em sites de jornais e revistas brasileiros; Predicta fornecerá DoubleClick Campaign Manager (DCM), do Google, a anunciantes médios e pequenos; Tail Target lança Data Market Place; bloqueio do Whatsapp no Brasil reacende discussão sobre privacidade de dados; ExchangeWire realiza pesquisa sobre mobile advertising em parceria com Rubicom

Instituto Verificador de Comunicação (IVC) analisa impacto de ad-blockers no Brasil

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) vai monitorar o uso de ad-blockers em sites brasileiros. Com a nova solução AdBlock Detector, desenvolvida pelo IVC em parceria com a Alliance for Audited Media (AAM), o IVC americano, será possível fornecer aos publishers uma análise sobre o impacto dos bloqueadores na visualização de campanhas publicitárias em seus sites.

Por meio de um projeto-piloto realizado em parceria com principais sites de jornais e revistas do Brasil, o IVC informou que, em média, 15% das páginas brasileiras têm seus anúncios bloqueados e que 19% dos usuários de internet bloqueiam anúncios nos sites visitados. “Há dois problemas imediatos a serem entendidos: quanto do inventário de mídia do mercado realmente está sendo atingido e qual o volume da receita de mídia que não se materializa”, analisa Pedro Silva, presidente executivo do Instituto.

Por outro lado, o estudo indica que menos de 10% dos usuários usam bloqueadores, o que mostra uma percepção oposta aos resultados já aferidos pelo IVC. Em alguns sites, o instituto encontrou índices de 6%, mas em outros o bloqueio de publicidade em suas páginas supera 30%. O produto, que já está disponível a associados e não associados do instituto no Brasil.

Predicta fecha acordo com Google em DCM

A partir de acordo fechado com a gigante de internet, a empresa brasileira de marketing digital Predicta passa a oferecer de forma direta o gerenciamento do DoubleClick Campaign Manager (DCM), a plataforma de gestão de mídia do Google, a anunciantes pequenos e médios.

A Predicta já operava o DCM para clientes como Volkswagen, Gol e Visa, por meio da AlmapBBDO. Agora, certificada, oferecerá a plataforma diretamente a seus clientes via Ad Server próprio. Para tanto, conta com uma equipe dedicada que dará suporte para anunciantes na compra mídia, elaboração do plano de mídia, bem como na operacionalização e otimização de campanhas online.

De acordo com Henrique Paulino, gerente comercial da Predicta, a ferramenta viabiliza o acesso das pequenas e médias empresas ao universo digital, de forma que a parceria permite ampliar “o potencial de aumento de receita a partir do acesso a investimento publicitário que não vinha sendo direcionado para o digital pelas PMEs”.

Tail Target anuncia Data Market Place

A DPM brasileira Tail Target lançou, na segunda-feira (14), sua nova oferta: a plataforma de Data Market Place, que possibilita aos publishers clusterizar sua audiência e fornecê-la ao mercado, com potencial de geração recorrente de receita.

Baseada no modelo market place de dados, a plataforma dá aos os publishers a capacidade monetizar sua audiência e oferecer seus clusters para fora de seu ambiente, permitindo anunciantes a identificarem e atingirem uns potenciais consumidores. Em contraste, Paulo Planet, COO da Tail Target, explicou que os veículos já contavam com ferramentas de custom audience, mas só podiam utilizá-las ‘dentro de casa’.

O publisher detém total controle da informação no Data Market Place e pode gerenciar os dados disponíveis pelo tempo que escolher. Além disso, abre oportunidade de gerar uma fonte de receita recorrente que, segundo a empresa, é possível a partir da venda desses clusters pelo preço que o veículo determinar – “e o mercado estiver disponível a pagar”.

Bloqueio do Whatsapp no Brasil reacende discussão sobre privacidade

Na quinta-feira (18), uma determinação da Justiça de São Bernardo do Campo (SP) bloqueou o Whatsapp em todo o país por 12 horas. Prevista inicialmente para durar 48 horas, a suspensão foi dada como punição à empresa por negar acesso ao conteúdo de mensagens pessoais, não colaborando com investigações da polícia sobre um homem acusado de crimes, como latrocínio e tráfico de drogas, e associação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso ainda não teve um desfecho final, mas muitos especialistas avaliaram o bloqueio como uma decisão extrema que gerou um dano coletivo. A empresa será multada por descumprir a determinação judicial.

O bloqueio do Whatsapp, aplicativo comprado pelo Facebook em 2014, reacende a discussão sobre o fornecimento de dados de usuários por empresas de internet à Justiça. Mais de um ano se passou desde que o Marco Civil se tornou lei, contudo, o país ainda não possui uma legislação específica sobre privacidade. Atualmente, Anteprojeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais tramita em Brasília.

Participe da pesquisa sobre mobilidade conduzida pelo ExchangeWire em parceria com a Rubicon

Com objetivo de traçar um panorama sobre as principais tendências na compra de mobile advertising, do orçamento aos formatos adotados e tracking, o ExchangeWire realiza uma pesquisa em parceria com a Rubicon. Direcionado aos membros da indústria de mídia programática de diversos países, o estudo também irá explorar as opiniões de quem vende mídia mobile. O intuito é descobrir se há uma desconexão entre quem compra mídia mobile e quem vende (ads sellers/publishers). Participe e contribua com sua opinião! A pesquisa está disponível no link: https://www.surveymonkey.co.uk/r/RubiconMobileBuyerSurvey2016.