Verizon abocanha AOL de olho no programático; Rubicon mira PMEs e tráfego mobile no Brasil

O giro de notícias do mercado programático de mídia programática nessa semana traz três histórias. Desde a compra de US$ 4,4 bilhões da AOL pela Verizon, a Rubicon flertando com negócios menores e recente levantamento da eMarketer com dados de diversas pesquisas para um raio-x do mobile no Brasil.

Verizon e AOL: a compra, especulações e dados

A grande notícia da semana foi o anúncio da compra da AOL pela operadora norte-americana AOL Wireless, em um negócio bilionário — US$ 4,4 bilhões. Esse é apenas o último do episódio de uma tendência que acontece com muitas telcos no mundo todo, se reposicionando no mundo de publicidade de dados.

A aquisição está em consonância com a evolução da tecnologia LTE e estratégia OTT da Verizon. O acordo vai suportar a conexão das plataformas de internet das coisas (IoT) , criando um crescimento do wireless para IoT para consumidores e negócios.

Os ativos-chave da AOL incluem seu negócio por assinatura, o portfolio premium de marcas de conteúdo global como The Huffington Post, TechCrunch, Engagdet, sem mencionar as plataformas de mídia programática.

Após a conclusão da transação a AOL será totalmente pertencente à Verizon, como uma subsidiária. E a especulação j´å começou a circular sobre o que isso vai significar para o negócio web, principalmente o Huffington Post, porque é razoável supor que a grande atração está na tecnologia de anúncio.

A compra do ad stack da AOL, principalmente a plataforma ONE, vai colocar a Verizon à frente em relação à venda de serviços móveis de publicidade, competindo com players sólidos como Facebook e Google — que estima-se ter 75% do mercado, somados.

A compra também deve resolver o problema de monetização das redes das teles, enquanto empresas de núncios móveis ganham cada vez mais. A oportunidade chave de monetizar tanto os dados first-party, que são imensos, mais o controle dos dispositivos é promissora.

Rubicon flerta com PMEs

A Rubicon project anunciou nessa semana o lançamento da nuvem seller-cloud auto gerenciada em uma aposta no mercado de programático garantido para PMEs, estimado em US$ 50 bilhões anuais.

A plataforma promete aos veículos e desenvolvedores móveis criarem e gerenciarem relações 1:1 de compra através de uma interface básica, permitindo aos negócios chegarem num mercado que deve valer US$ 56,9 bilhões anuais.

A empresa alega que o novo serviço facilitará as compras diretas que tipicamente ficam abaixo do valor mínimo que os publishers premium requerem, bem como permitir que os proprietários de mídia escalem o workflow em ambos o lado da negociação pela automatização dos canais de venda — com base no Shiny Ads, adquirido no ano passado.

Conteúdo móvel decola e expande ecommerce no Brasil

A eMarkerter divulgou nesta sexta que o mobile responderá por 20% das compras móveis no mercado brasileiro no último trimestre deste ano. Os dados foram medidos pela Criteo, cuja base de usuários já contabilizam 10% mobile no mesmo período de 2014, marcando o forte crescimento.

A maioria dessas transações acontecem em smartphones, não em tablets. No primeiro trimestre, quase dois terços de todo o mcommerce nacional era feito nesse tipo de plataforma.

Dados anteriores do e-bit colocam o mobile com uma fatia ligeiramente menor. Segundo o PayPal, um a cada três consumidores no Brasil já fez ao menos uma compra via smartphone.

O eMarketer estima que os consumidores digitais no país encerrem 2015 em 38 milhões, alta de 9,7% em relação a 2014 — 41% do total de pessoas com acesso à internet e 23,7% da população brasileira.