Quanto custaria a internet sem a publicidade; tribunal da Alemanha dá sinal verde para bloquear anúncios

Essas são duas das histórias no giro de notícias dessa semana, que também traz os balanços de dois dos principais anunciantes do mercado: Google e Facebook.

Quanto custaria uma web sem anúncios?

Um estudo realizado pela Teads estima que o custo de uma internet sem anúncios seria de 140 libras por ano por usuário (o equivalente a 640 reais). No Reino Unido, onde a pesquisa foi feita, o valor representa uma quantia que 98% dos consumidores não estariam dispostos a desembolsar.

“A indústria de anúncios têm um papel importante para manter o conteúdo da web gratuito, mas precisa melhorar em engajamento, sem interrupção, para não enfurecer os consumidores”, comentou o diretor geral da Teads no país, Justin Taylor. Para ele, isso significa introduzir novos formatos que os internautas consideram menos invasivos, desenvolver peças mais criativas e que deem ao usuário um grau de controle.

Cifras subindo: receita do Google e do Facebook

Dois dos grandes nomes da publicidade online divulgaram seus resultados trimestrais. O Google marcou receita de US$ 17,3 bilhões, alta de 12% ano a ano, enquanto o Facebook contabilizou US$ 3,54 bilhões, alta de 42% na mesma base comparativa.

O destaque para a empresa de Mark Zuckerberg ficou com mobile, agora representando quase 75% da receita total, e causando uma leve baixa de 7% no último CPC na comparação ano a ano. A receita mobile somou US$ 3,32 bilhões, ou 46% de elevação em relação ao mesmo período do ano passado.

O número de usuários móveis ativos diariamente do Facebook já chega a 798 milhões (média de março). O número é 31% a mais que o mesmo mês de 2014. Então, não é surpresa que a mobilidade esteja ganhando espaço na empresa.

O perigo, contudo, está nos detalhes. Grande parte dessa receita móvel vem do cost-per-install de unidades de anúncio, que é onde os anunciantes pagam ao Facebook cada vez que usuários fazem download de um app que é apresentado dentro da rede social, segundo fontes próximas ao assunto disseram ao ExchangeWire UK.

Já o ponto principal do Google ficou com os problemas a área móvel, que ainda afetam negativamente devido aos preços por unidade que anunciantes estão dispostos a pagar em relação ao desktop. A empresa confia em busca e display para subir a receita — unidades de anúncio que não têm performance assim tão boa em mobile.

Tribunal em Hamburgo decide a favor dos adblockers

AdBlackPlus-150x150Os adblockers, extensões de software instalados no navegador que bloqueiam todos os anúncios nas páginas, ganharam um veredicto a seu favor na Alemanha. No início da semana, um tribunal na cidade de Hamburgo deu decisão favorável ao Adblock Plus, depois que veículos de dimensão nacional (Zenit e Handelsblatt) entraram com ações contra a empresa.

A decisão ocorreu após quatro meses de julgamento, no qual os publishers tentavam proibir a atuação do adblocker nos sites dentro parte de seu domínio. O pedido foi negado. Seria o pesadelo da publicidade digital?

A empresa, contudo, chamou a indústria para a mesa da cooperação. “Agora que a legalidade está a nosso favor, nós queremos alcançar outros veículos, anunciantes e criadores de conteúdos e encorajá-los a trabalhar conosco em vez de contra nós. Vamos desenvolver novas formas de anúncios não invasivas que são de fato úteis e bem-vindas aos usuários, vamos descobrir jeitos de fazer anúncios melhores, vamos buscar criar uma internet mais sustentável e melhor para todos”, diz o blog da companhia.