Teads reformula marca e estuda abertura de escritório no Brasil

O grupo EBuzzing & Teads anunciou nesta semana a reformulação da marca para Teads, bem como a estratégia que reforça o posicionamento como uma plataforma de vídeo SSP out-stream. Entre os planos da companhia está a abertura de um escritório brasileiro para reforçar a operação latino-americana.

Hoje, a Teads possui operação em Miami, no México e na Argentina. Para melhorar o desempenho no Brasil – onde entre seus clientes estão portais como O Globo -, a presença local é vista como determinante. “Algumas marcas internacionais já usam nossa tecnologia no Brasil, puxada por negócios em outros países. O número de anunciantes, de empresas, não é o problema”, pontua o gerente geral da Teads América Latina, Eric Tourtel (foto). “Sem dúvida, contudo, precisamos de presença local para evoluir os negócios com as altas taxas de crescimento no mercado. E é nosso próximo passo na região estabelecermos no Brasil, que hoje representa a maior parte do mercado latino-americano”, completa.

O executivo define o país como um “mercado-chave” para a empresa, que consolidou a fusão em março deste ano entre a Ebuzzing, fornecedor de solução de publicidade em vídeo, e a Teads, plataforma de oferta de gerenciamento de anúncios em vídeo.

A tecnologia da Teads baseia-se em vídeos out-stream, ou seja, fora do fluxo de vídeo. São formatos pre-roll, entre parágrafos de um artigo, entre imagens de galeria, entre outros, incluindo plataformas móveis. Entre os clientes mundiais, estão portais editoriais como Washington Post, Reuters (EUA), Forbes, Clarín, entre outros.

Hoje, são 25 escritórios em todo o mundo e receita próxima de US$ 100 milhões projetada para 2014, o que representa um aumento de mais de 50% em relação ao ano passado. De acordo com pesquisa recente da MagnaGlobal, o faturamento global da indústria de publicidade em vídeo online deve alcançar crescimento acelerado e somar US$ 11,4 milhões em 2016.

A companhia oferece a possibilidade de vender o inventário de vídeo por meio de programático, diretamente ou indiretamente, com exchange privados ou negociação aberta de publicidade. “A maioria dos meios editoriais premium estão fazendo isso por meio de mercados privados, dando aos anunciantes a certeza de que eles estão comprando colocações de qualidade” avalia o diretor de estratégia da Teads, Loic Soubeyrand.

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