TubeMogul chega ao Brasil

Por Gabriela Stripoli

A TubeMogul iniciou as operações no Brasil em agosto, primeira operação no País e segunda na América Latina. A companhia será comandada por Adriano Hayashi, que assume o cargo de country manager e já começa a ativar negócios brasileiros.

“Já temos alguns clientes globais que atuam na América do Sul, já temos escritório no México e agora no Brasil. A América Latina é um mercado emergente, grande foco para a gente”, resume o executivo, que ingressa na TubeMogul após um ano e nove meses como gerente de produto de vídeo da Cadreon em Sydney, na Austrália. Lá, ele passou por diversas posições como engenheiro de campanha e especialista em vídeo, trabalhando inclusive em treinamentos de escritórios globais, “de Nova York ao Japão”.

A experiência na consolidação da operação da Cadreon na Oceania, “do zero”, como ele mesmo lembra, será ponto importante para superar os desafios do início da TubeMogul no Brasil. “Voltei para cá no ano passado, estudei o mercado, vi como estavam as coisas. Vejo muito interesse, conversas muito sérias sobre RTB, programmatic… mas ainda há um grande desafio de educação”, afirma.

Ainda que muitos dos tópicos mostram a importância das empresas atuarem na chamada “evangelização”, esclarecendo conceitos e abordagens para veículos e anunciantes, na visão de Hayashi já há uma demanda para tecnologias de anúncio de vídeo. “Uma coisa que me surpreendeu é que já existem muitas empresas fazendo projetos avançados no Brasil, e eu não esperava isso. Já há empresas com BI muito fortes, agências e clientes, falando em modelos de atribuição. E isso é muito positivo, uma hora ou outra o vídeo tem que começar, e já vejo forte interesse de agências”, diz.

A atuação da TubeMogul e seu portfólio no Brasil será focada em branding, que, nas palavras de Hayashi, possui uma tolerância maior com preço. “Nós temos várias ferramentas que provam se as propriedades estão entregando em termos de brand equity. Se o veículo está entregando, vai comprar mais, e somos agnósticos: nosso interesse é do cliente”, afirma.

Mesmo sem revelar números e metas, segundo Hayashi, ele busca novas contratações e alguns profissionais já estão “na mira”. Ainda, o desafio de mão de obra é evidente. “Mas uma das vantagens competitivas de sermos uma empresa jovem, muito flexível, é encontrar pessoas com a mesma visão e trabalhar com o treinamento. A TubeMogul tem uma excelente estrutura global e vamos promover intercâmbio e aprimoramento”, enfatiza.

Ele encerra dizendo que é da cultura do país a ágil adoção tecnológica, que favorecerá não só a TubeMogul, mas o mercado no geral. “O Brasil é muito rápido para adotar modelos de negócio que adicionam valor. Estar aqui nessa posição me coloca na possibilidade das empresas fazerem isso de maneira estruturada”, finaliza,