Menos de um ano de operação e Cazamba já revisa (para cima) meta de faturamento

Por Gabriela Stripoli

Quando Stefan Schimenes começou a pensar na Cazamba, uma ad network que aposta em formatos diferenciados e behavior retargeting para obter índices maiores de conversão e engajamento, ele sabia que o desafio era grande. Foram seis meses só de planejamento e desenvolvimento de tecnologia.

“Sou um empreendedor por natureza, não sou do mercado de publicidade, mas vi nele uma oportunidade. Fizemos um organograma de mídia e fomos batendo de agência em agência, explicando nossa proposta”, contou ao ExchangeWire Brasil. Até que em março deste ano, com o primeiro contrato fechado, os primeiros clientes começaram a aparecer.

Além de Schimenes, Renan Abi Chedid é outro sócio-fundador da Cazamba – que conta também com Victor Canô, responsável pelo desenvolvimento e gestão da tecnologia da empresa. A proposta é oferecer formatos interativos, nos quais o usuário pode desde ver vídeos, como interagir com as peças publicitárias. “A gente faz branding, consolida a presença da marca entre a audiência relevante, direcionada no que o cliente quer. Sei que é difícil oferecer um ROI, uma métrica tradicional, mas nossas métricas provam a eficiência da tecnologia”, defende.

O empreendedor afirma que os formatos desenvolvido pela Cazamba oferecem 10% de taxa de conversão, contra 0,1% da média do mercado, feita pela IAB, com destaque para as mídias de vídeo. “Hoje, há uma certa resistência para a publicidade em vídeo no digital. A gente tem campanhas as quais 80% do público que abriu o formato viu de fato o vídeo, então somos diferentes”, argumenta.

Na carteira de clientes, grandes marcas como McDonalds, Sony e Mini Cooper. “Para a gente, é importante fazer novas campanhas para os clientes atuais, talvez até melhor do que conquistar novas contas, porque prova o resultado do nosso formato”, argumenta.

A Cazamba então traçou o objetivo: R$ 1,5 milhão de faturamento no primeiro ano de operação. Com as renovações e o ritmo atual, Schimenes diz que está revisando esse número para cima e, embora ainda não fechado, deve ficar ao menos na casa dos R$ 2 milhões.

Inovação

“A publicidade caminha para um modelo de mídia programática, automatizada. E há um risco de fechar a oportunidade em modelos e formatos iguais, sem diferencial nenhum”, defende. “E quando há uma padronização, não há destaque, não há visibilidade”, completa.

Pela natureza da Cazamba, que também usa a tecnologia, Schimenes sabe que a solução oferecida é passível de reprodução por outros players do mercado. E por isso ele sabe que a busca por inovação é constante. “Queremos estar no mercado por muito tempo e sei que daqui um ano e meio, o produto que vou oferecer é outro. A mentalidade é inovar sempre”, finaliza.