A Black Friday morreu

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O CEO Latam da IgnitionOne, Edmardo Galli, mostra por que a data comercial está sendo substituída por um evento ainda maior. Confira a seguir o artigo escrito exclusivamente para o ExchangeWire Brasil.

À medida que a Black Friday desaparece em importância, analistas e consumidores estão percebendo que precisam de um novo nome para os grandes descontos que os compradores desfrutam antes do fim do ano. E parece que já temos um vencedor…

“Já não é mais uma Black Friday”, afirma Marshal Cohen, o principal analista de varejo do NPD Group, ao The Boston Globe. “Agora é a Black November”.

Enquanto os varejistas dão cada vez mais descontos ao longo do mês, novembro tornou-se uma extravagância de compras.

As vendas on-line de 1 a 22 de novembro totalizaram quase US$ 30,4 bilhões este ano, somente nos EUA, representando cerca de 18% de crescimento ano a ano, de acordo com o Adobe Analytics. De fato, todos os dias desse período tiveram mais de US$ 1 bilhão em vendas on-line, criando um novo paradigma para compradores e varejistas.

A Black Friday continua a ser um dos maiores dias de compras do ano, mas agora compartilha o destaque com o Thanksgiving (Dia de Ação de Graças), Cyber Monday e os dois dias do fim de semana no meio. O Thanksgiving é agora o terceiro maior dia de compras do ano nos EUA, atrás somente da Black Friday e Cyber Monday, de acordo com a Salesforce.

Edmardo Galli, CEO LATAM da IgnitionOne

Os gastos on-line no Dia de Ação de Graças cresceram 29% este ano em comparação com o ano passado, segundo dados da Salesforce, enquanto no ano passado aumentou apenas 17% em relação a 2015, sugerindo que o feriado americano está rapidamente se tornando um grande evento de compras.

As promoções da Black Friday estão começando cada vez mais cedo em novembro a cada ano, à medida que os varejistas tentam sair na frente da concorrência. Os termos “Semana Black Friday” e “Fim de Semana Black Friday” parecem mais comuns, como observado aqui no Brasil também. Por aqui, as vendas no ecommerce saltaram 10,3% em relação ao ano anterior – de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,1 bilhões, segundo dados da Ebit.

Este ano, por exemplo, a americana Target realizou ações de Black Friday para os titulares de seu cartão de crédito em 22 de novembro, dois dias antes do evento propriamente dito. Em 1 de novembro, a Amazon lançou sua loja Black Friday e a Sears colocou todos os itens de suas lojas em promoção.

E as vendas na Black Friday não são melhores do que as do resto do mês de novembro, de acordo com analistas da Instinet.

Outro motivo para o fim de Black Friday como a conhecemos é a ubiquidade das compras em smartphones, permitindo que os compradores naveguem e comprem online em qualquer lugar e a qualquer hora.

O mobile foi responsável por 46% do tráfego online no Thanksgiving, de acordo com a Adobe – um aumento de mais de 15% em relação ao ano passado. Ao mesmo tempo, o tráfego de tablets e desktops diminuiu, tornando o celular a opção mais popular para compras de Ação de Graças pela primeira vez.

A Cyber Monday também está seguindo no caminho para se tornar o maior dia de compras on-line dos EUA, impulsionado pela compra de celulares e a facilidade de serviços de pagamento como o Apple Pay, afirma a Adobe.

A Black Friday não é mais um dia – é uma temporada inteira.

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