Bloqueadores de anúncios, o que vem por aí?

Para driblar o avanço dos ad blockers, publishers de todo o mundo têm adotado diversas estratégias – inclusive as mais radicais, que incluem o bloqueio total do acesso ao conteúdo por usuários que possuem ad blockers. No artigo, o especialista em mídia programática José Albuquerque analisa os dois lados da moeda: o dos publishers, que precisam da fonte de renda da publicidade para fornecer um conteúdo de qualidade e gratuito, e o lado dos usuários, que muitas vezes são expostos a publicidades intrusivas.

Um artigo recente publicado no Digiday, intitulado “Publishers da Suécia estão unindo forças para bloquear simultaneamente usuários de ad blockers”, me intrigou um bocado.

Enquanto no Brasil e em outros mercados mais avançados estamos preocupados com o uso de bloqueadores de anúncio, na Suécia os veículos estão se unindo para banir os usuários que utilizam esse tipo de tecnologia. E faz muito sentido, se você como usuário não quer ser impacto por publicidade, também não terá acesso ao conteúdo. Conversando sobre esse assunto aqui no escritório onde trabalho, uma colega comentou “Que assinem a CNN!“.

Eventualmente faço ligações pelo Skype, por isso tenho créditos nessa ferramenta e não vejo anúncios, Spotify também retira seus anúncios para usuários que pagam pelo serviço, entre muitos outros exemplos. Então por que a publicidade digital é tão julgada e fadada a morte por especialistas do assunto quando está em portais e sites verticais?

Em dezembro do ano, passado a Forbes decidiu fazer exatamente isso e passou a bloquear usuários que possuem ad blockers em troca de uma experiência mais leve com os anúncios.

Forbes

Por outro lado, veículos e anunciantes precisam se questionar, por que usuários instalam bloqueadores de anúncios? Talvez para economizar dados enquanto não estão conectados ao wi-fi, em seus dispositivos móveis, ou porque não querem esperar 30 segundos para ver um conteúdo com menos de 1 minuto, ou porque não querem nenhuma publicidade pulando em cima do conteúdo ou aquele anúncio que começa com áudio em um momento inapropriado, como no meio de uma reunião, por exemplo. Aqui, vale lembrar que uma pesquisa recente da Teads, revela que o principal motivo para o uso de bloqueadores no mundo são anúncios intrusivos.

No fim das contas, você como usuário, tem duas opções, aceitar a publicidade ou pagar pelo serviço, e você como veículo tem duas opções, respeitar o usuário ou perdê-lo.

*Artigo escrito por José Albuquerque, especialista em mídia programática

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