RecargaPay investe em vídeos digitais; Connecting Leaders debate transformação digital

Confira no giro de notícias da semana: Recarga Pay aposta em anúncios digitais para promover serviços oferecidos; evento do IAB Brasil contou com o pesquisador Jeffrey Cole, especialista em impactos econômicos da tecnologia.

Recarga Pay: do branding à performance

Fundada em 2010, a fintech RecargaPay cresceu organicamente até agora, mas recentemente começou a trabalhar em uma estratégia 360°, desde o awareness da marca, passando pela aquisição de novos clientes retenção da atual base e fidelidade, com seu programa RecargaPay Prime. Segundo Renato Camargo, à frente do departamento de marketing da RecargaPay desde de março, a base de clientes precisava ser ativada antes de trabalharem a marca externamente.

“Recentemente ultrapassamos a marca de 10 milhões de clientes somente no Google Play, o que nos torna a maior fintech do Brasil neste canal – uma base robusta e ativa. Agora, o crescimento é para fora, de forma consolidada e com proposta de valor clara”, explica. De acordo com o CMO, o foco inicial da fintech era “construir uma plataforma completa, escalável e segura” antes de se promover para novos clientes.

Para tanto, a startup iniciou uma estratégia baseada em anúncios digitais por meio do lançamento de uma série de vídeos, sob o mote “Bem mais fácil com RecargaPay”, lançada esta semana em seu canal no YouTube. Desenvolvido pela agência REF+, o conceito criativo dos 12 filmes explora os serviços oferecidos pela empresa e as vantagens de cada um deles, criando um ecossistema de pagamentos digitais.

Os vídeos realçam a facilidade do uso do aplicativo para os serviços oferecidos, que são: recarga de celular e de cartão de transporte, transferência de dinheiro, cartão pré-pago, vales-presentes para lojas online e para corridas com o Uber, e pagamentos de contas.

“A RecargaPay tem construído uma bela história, conectada com o futuro e com os jovens. E buscamos, nas nossas ideias e filmes, representar esses elementos, com uma linguagem clara, divertida e engajadora para o público da marca”, explica Fernando Calfat, sócio e CMO da REF+.

Connecting Leaders debate transformação digital

O encontro Connecting Leaders, promovido pelo IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) no último dia 8, reuniu mais de 80 líderes de empresas para debater o futuro do ecossistema de marketing digital e a necessidade de integração de todos os players.

“Em busca de engajamento e visibilidade, as marcas disputam a atenção dos consumidores em todas as telas. Por isso, trazer os anunciantes para o centro da discussão é fundamental para assegurar a sobrevivência desse ecossistema, e isso passa pela compreensão de como essa transformação vem se dando e como utilizá-la em prol dos seus objetivos de negócios”, destacou Ana Moisés, presidente do IAB Brasil. Na visão da executiva, as relações entre as empresas envolvidas nesse processo precisaram se adequar diante dos novos tempos.

Dentre os destaque do evento, o panorama trazido por Jeffrey Cole, diretor do Centro Annenberg para o Futuro Digital da USC (University of Southern California). Autor do relatório “Digital Future Project: Surveying the Digital Future”, atualmente em sua 15ª edição, Cole estuda os impactos das tecnologias digitais na economia desde 1998 e atua como consultor de vários governos e empresas dos setores público e privado, a respeito de como essa transformação ocorre e as oportunidades que surgem a partir delas.

Jeffrey Cole, diretor do Centro Annenberg para o Futuro Digital da USC (University of Southern California)

O pesquisador lembrou que hoje quatro gigantes do mercado – que não existiam 20 anos atrás – estão fazendo o que ninguém achou que seria possível. “O Facebook conecta praticamente todas as pessoas com acesso à internet no mundo – com exceção da China; o Google possibilita que elas encontrem tudo o que precisam na web; a Amazon vende o que querem comprar; e a Apple oferece os dispositivos onde tudo isso acontece”, detalha.

Jeffrey Cole destacou, também, que o conteúdo, que sempre foi rei, tornou-se um ativo ainda mais valioso, levando as empresas de tecnologia a fazerem fortes investimentos na aquisição de empresas de mídia e entretenimento. Ele ainda evidenciou que 20% do conteúdo em vídeo que as pessoas assistem atualmente têm a TV como meio. “Todo o resto ou é gravado ou consumido por streaming, e 80% disso é esporte”.

Outra categoria que é forte tendência e conta com iniciativas de várias empresas de tecnologia são os assistentes pessoais, que utilizam técnicas de reconhecimento de voz e Inteligência artificial para interação com as pessoas. “Como esses dispositivos têm a capacidade de aprender com o comportamento do usuário, com o passar do tempo, eles passam a entregar respostas cada vez melhores e oferecer conteúdos mais ricos”.

 

 

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