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IAB Ad Tech & Data 2016: nove tendências em publicidade digital

Essa semana, grande parte da indústria de mídia programática brasileira acompanhou o principal evento do setor, que reuniu ad techs, publishers, agências e marcas em São Paulo. Em continuidade à série de matérias que serão trazidas sobre o evento, o ExchangeWire Brasil lista aqui as falas e insights que foram destaque nos painéis e que também apontam as próximas tendências do mercado.

1.Martech: a convergência entre as tecnologias de advertising e marketing

“Essa convergência está ligando os pontos da mídia paga entre os diferentes canais. Antes as pessoas das duas áreas estavam separadas, o que gera uma desconexão e uma péssima experiência para o usuário. Nesse sentido, Oracle e IBM estão fazendo coisas muito legais com empresas menores, como a MediaMath. Por isso prefiro usar o termo “marketing programático”, pois quando falamos só de mídia programática é muito restrito. É muito mais do que isso, e o marketing programático permite gerenciar os diversos pontos de contato em qualquer canal e nas mais diversas plataformas.” – Joanna O´Connell, chief marketing officer da MediaMath EU

2.Data driven criative: o sucesso está na colaboração

“Buscamos entender dentro da DoubleClick qual a melhor estratégia de dados para o sucesso de uma campanha e descobrimos que o fator mais importante é o processo criativo. Tradicionalmente cada papel de uma campanha é feito por um departamento diferente e raramente tem uma discussão entre eles, e descobrimos que esse é o processo menos eficiente. Esse processo pode ser melhorado quando as empresas colocam todos os dados na mesa e dão acesso aos criativos (media, brand, produção e criativos), que devem trabalhar de forma colaborativa desde o briefing da campanha.” – Derek Dunfield, gerente de produto do Google EUA

3.Realidade aumentada: estamos apenas no começo!

“A Goldman Sachs estima que o mercado de AR/VR será de 80 a 182 bilhões de dólares até 2025. Como imaginar o que essa disrupção vai causar? Um exemplo é o Pokemon Go, que mudou os hábitos das pessoas e mostra que existe um enorme apetite por realidade aumentada. A realidade aumentada não é uma tendência, ela veio para ficar. Nós do Yahoo já estamos vendo uma grande demanda por anúncios em 360 graus e realidade aumentada, o que tem nos levado a diversas experiências na área, como uma campanha que fizemos para a Jet Blue, que obteve uma taxa de tapping 60% maior, um crescimento de 200% na taxa de engajamento e o aumento em 500% no tempo gasto no anúncio. Ou seja, os usuários passam muito mais tempo em um anúncio 360 do que um anuncio 2D.” – Andrew Balfour, líder global de inovação criativa do YAHOO! EUA

4. Por outro lado, o display está longe de acabar

“Mesmo com o surgimento de inovações como VR, a relação do consumidor com o display não deve mudar muito. O display é transparente e ele vai continuar seguindo o interesse das pessoas. A maneira como trabalhamos hoje busca identificar o interesse da pessoa e entregar a mensagem relevante a ela. Essa relação não vai mudar, mas vai evoluir. Há pouco tempo, não se conseguia identificar o usuário que navegava em display e seus comportamentos distintos, e hoje é possível identificá-lo, mesmo em diferentes canais, e acho que essa evolução deve caminhar por aí”.  – Fernando Tassinari, diretor-geral da Criteo Brasil

5. O novo perfil do profissional de mídia

“No universo da publicidade ainda vemos um predomínio de meios tradicionais, mas vemos o digital em uma evolução que vem a galope. E a saída está em enxergar isso mais como oportunidade, do que como ameaça. Temos visto anunciantes comentando que o orçamento em marketing vai mudar de branding para performance. Isso quer dizer que essa necessidade de ter uma visão mais analítica para lidar com esses dados já chegou. Mídia não é mais jogar batalha naval, esse entendimento mais estratégico e de tecnologia é cada vez mais exigido”.  – Fabio Zucchetto, especialista sênior em produto – performance no Twitter LATAM

6. DMP: por que adotar a plataforma?

“Não existe uma receita de bolo em como gerenciar os dados. Mas a pergunta é: você conhece seus clientes? Será que eu consigo ter uma visão deles em múltiplas plataformas, em múltiplos devices? Esse é um ponto que pode levar à adoção de uma DMP. Se eu consigo identificar tendências entre clientes e agrupá-los em clusters é a segunda pergunta que deve ser respondida. A terceira é se eu consigo realizar alguma ação agora com esse cliente. Se eu não conseguir responder sim para essas perguntas, tudo isso pode levar à adoção de uma DMP” – Guilherme Toussaint, diretor de alianças e canais da Oracle LATAM

7. Combate à fraude desde já

“Agora é o momento perfeito para o mercado brasileiro e LATAM pensar nisso, antes que a fraude se torne uma epidemia como em outros mercados. Saiam na frente e aprendam com os que estamos fazendo. Não há retorno de investimentos ao se comprar trafego não humano.” – Mike Zaneis, CEO da TAG (EUA)       

8. Dados: a chave da assertividade

“Como temos uma alta audiência em carros, temos muitos clientes como montadoras. E elas nos procuram para saber quais usuários querem comprar carro. Desde que o Mercado Livre começou a trabalhar com programática e elaborou uma sólida estratégia de dados, começamos a quebrar alguns paradigmas. Por exemplo, a gente construía um target para compradores de carro como ‘homem, classe B, idade’, e quando começamos a construir melhor as audiências vimos que uma mulher executiva também poderia ser cliente potencial de um modelo de carro. Paramos de focar no target para focar na audiência.” – Alexandra gerente de publicidade digital do Mercado Livre

9. Geolocalização: aproveitando o momento da compra

“As conversões no mobile in app são 70% maiores e as vendas in app são 50% maiores. Como muitos usuários usam o mobile dentro das lojas, é importante fazer um retargeting baseado em localização e aproveitar esse momento. A In Loco Media realizou um case com a Mondelez que conseguia identificar quando a pessoa estava no supermercado, para então mostrar um anúncio no celular sobre chocolate e medir se essa pessoa direcionava para a gôndola. Conseguimos trabalhar o momento oportuno da compra e levar milhares de pessoas para aquela gôndola” – André Ferraz, CEO e co-Fundador da In Loco Media